O pai de André Belchior, principal assessor e faz-tudo de Ricardo Murad, foi preso nessa terça-feira pela segunda vez pela Polícia Federal.

Carlos Roberto Lima, o Coronel Betão e seu filho André Belchior
Carlos Roberto Lima, o Coronel Betão e seu filho André Belchior

Carlos Roberto Lima, o Coronel Betão, como é conhecido, é acusado de desvio de recursos públicos, peculato, pagamento de propina relacionado a contratos do Corpo de Bombeiros do Estado do Maranhão e tráfico de influência.

Betão foi indicado por Ricardo Murad como secretário-chefe do Gabinete Militar da então governadora Roseana Sarney. O envolvimento do Coronel tem origem em uma operação criada para socorrer os atingidos pela estiagem que atingiu o interior do Maranhão em 2013.

O esquema funcionava da seguinte forma: algumas empresas foram habilitadas para fornecimento de cestas básicas e filtros. Betão seria proprietário de uma dessas empresas. Dois contratos foram feitos com o Corpo de Bombeiros do Maranhão.

“CAPIAU”

André “Capiau”, como é conhecido entre a “playboyzada” de São Luís é o principal assessor e uma espécie de faz-tudo do ex-secretário Ricardo Murad.

André Belchior, o “Capiau”, reunido com a família Murad

Operando os interesses da família Murad nas sombras, após sair da Secretaria de Saúde, não passou um dia sequer sem a proteção de Ricardo. Ele foi nomeado no gabinete da deputada Andrea Murad em 11 de fevereiro de 2015, conforme publicação no Diário Oficial da Assembleia Legislativa.

Em seguida, em uma manobra, ele foi “transferido” para o gabinete do genro de Ricardo, o deputado Sousa Neto, através de uma nomeação no DO de 11 de janeiro de 2016, no mesmo cargo, de Técnico Parlamentar Especial, Símbolo Isolado. Esse é o mais alto salário da Assembleia, chegando em 2017 a R$17.164,16 sem descontos. A remuneração foi reajustada em 2018, mas as informações ainda não estão disponíveis no portal da transparência.

Nas redes sociais André é visto constantemente em ostentação ao lado de Andrea Murad e amigos.

Enquanto isso, os aliados de Ricardo Murad em Coroatá seguem abandonados.