A coordenadora da Bancada Federal do Maranhão, a deputada Luana Alves (PSC), assinou ofício que retira R$ 49,2 milhões oriundos da emenda impositiva que seriam destinados à saúde do Maranhão. O ato foi arquitetado pelos representantes sarneyzistas no Congresso Nacional em conluio com o senador Roberto Rocha.

O ato foi o primeiro de Luana Costa à frente da Bancada Federal. Ela foi eleita pela oposição ao governador Flávio Dino para atrapalhar o envio de recursos para a população do Maranhão e atender interesses eleitoreiros tanto dos sarneyzistas, quanto de Roberto Rocha, pré-candidato a governador.

 

O governador Flávio Dino se manifestou pelas redes sociais e destacou que a oposição sarneysta está punindo o povo maranhão com a retirada de 50 milhões da saúde do Maranhão.

O repasse de R$ 49.290.247,00 seria destinado para unidades de média complexidade e tinha sido acertado pelo ex-coordenador da Bancada, o deputado federal Rubens Júnior (PCdoB), após várias tentativas de boicote, sobretudo dos três senadores do estado e dos representantes sarneyzistas na Câmara, como Hildo Rocha. O governador Flávio
Dino tinha assumido o compromisso político de destinar valor equivalente para os municípios.

Luana Alves deve apresentar uma proposta com um valor menor que o acordado anteriormente e ainda quer que os parlamentares maranhenses destinem as emendas diretamente para os municípios, com o intuito do dinheiro não passar pelos cofres do Estado.

Outro boicote

Ano passado, quase que a Bancada Federal do Maranhão fica sem o direito a emenda impositiva por boicote de parlamentares ligados ao clã Sarney. Os senadores João Alberto (MDB), Edison Lobão (MDB) e Roberto Rocha (PSDB) exigiram, somente para eles, 50% dos recursos destinados para o estado.

O imbróglio foi resolvido com diálogo junto a Federação dos Municípios (Famem), já que os sarneyzistas não queriam que as emendas fossem aplicadas na saúde. A Codevasf, que tem como influentes Roberto Rocha e Hildo Rocha, acabou abocanhando a maior parte. O resto ficou acordado que iria para a área da saúde.
Agora, eles querem descumprir o acordo firmado no ano passado por puro interesse político. Pior para o povo do Maranhão, que pode ficar sem recursos para a melhoria da saúde.