A deputada Andrea Murad (PMDB) parece sofrer de algum tipo de amnésia ou está sendo muito mal orientada. Na tentativa de atacar o Governo do Estado e o secretário Carlos Lula pela divulgação da Operação Rêmora, esqueceu que toda a investigação sobre os desvios de recursos da saúde surgiu através de um esquema montado pelo seu pai, Ricardo Murad, conforme apontou os relatórios da Polícia Federal.

Em discurso na Assembleia, Andrea tentava incriminar Lula, mas acabou entregando a cabeça de Ricardo nas mãos da base governista. “Outra coisa, ele diz que os institutos eram escolhidos por indicação da Secretaria, anteriormente, e que, a partir de 2015, os institutos passaram a ser escolhidos por meio de uma seleção de projetos, basta ver quem é que está aí sendo denunciado por eles mesmos, pela Polícia Federal que está fazendo sua investigação, e aí eu não vou entrar no mérito, eu não vou agir como muitos agiram aqui comigo e com o meu pai, que foi achincalhado, foi julgado e condenado tanto por deputados, como por todos os membros do governo dizendo que ele era o maior gangster que tinha chefe de uma quadrilha criminosa mais violenta do estado”.
Quem apontou Ricardo Murad como chefe de quadrilha foi o inquérito da Polícia Federal na Operação Sermão aos Peixes (antecedeu a Rêmora), responsável por desvios milionários através da terceirização do sistema de Saúde. O IDAC, hoje alvo principal das investigações, foi colocado no Governo pelo ex-secretário e pertence a Antônio Aragão, amigo da família Murad e hoje preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

O deputado Marco Aurélio lembrou a colega de parlamento que nenhum membro do atual Governo foi denunciado ou indiciado neste processo. “Deixar bem claro que nenhum servidor da Secretaria de Saúde e nem do Governo do Estado foi citado e nem denunciado. A denúncia foi contra o Instituto IDAC. Nenhum membro do Governo do Estado foi denunciado ou citado que houve qualquer tipo de favorecimento”.

Fonte: Marrapa.com